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Revista
Arquidiocese 50 anos |
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Sem esta organização e participação
efetiva dos leigos com o pároco e o vigário
paroquial, isto seria impossível. É bom lembrar
que nas paróquias que contam com várias comunidades,
existe também o Conselho Pastoral da Comunidade (CPCs)
que tem participação no CPP, conforme organização
de cada uma delas.
As nossas comunidades paroquiais estão presentes na
vida de toda nossa gente, neste pedaço privilegiado
do estado do Paraná. Lugar de terra da melhor qualidade,
onde contemplamos seus campos cobertos com o verde das plantações
e com a beleza de seus rebanhos.
Os grandes centros urbanos que mostram a coragem e disposição
de homens e mulheres empreendedores e uma arquitetura maravilhosa,
tendo no centro as nossas igrejas onde o povo se encontra
para celebrar e manifestar a sua fé, louvar o Deus
da vida e Senhor da história, princípio e fim
de todas as coisas. Estes templos são sinais visíveis
da presença marcante, das comunidades eclesiais. Todos
os trabalhos realizados em nossas paróquias são,
sem duvida alguma, fruto da atuação e participação
efetiva de muitos leigos. Porém, há que ressaltar
o empenho e a dedicação de nossos presbíteros,
que desde o início tem sido verdadeiramente formadores,
animadores e, acima de tudo, evangelizadores do nosso povo.
Agindo em nome e em comunhão com o Bispo, são,
em nossas paróquias, o centro visível de comunhão
da igreja que tem Cristo como cabeça. Que o testemunho
dos nossos presbíteros possa suscitar muitas e santas
vocações para nossa Igreja de Londrina nos próximos
50 anos!
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12. O Rosto Solidário, Pastoral,
Missionário
e Evangelizador da Igreja de Londrina
O rosto solidário
Com base nos ensinamentos de Jesus e desde os primeiros tempos,
foi uma característica dos cristãos a prática
da solidariedade e da partilha. Como bem destaca o historiador
holandês Leonardo Meulenberg, em artigo sobre o Império
Romano na Revista REB: a fraternidade era a força
que inicialmente empurrava a Igreja a enfrentar uma sociedade
aristocrática, que não ligava para a miséria
dos desamparados. E mais adiante o mesmo autor complementa:
junto dos cristãos ninguém ficava sozinho!
Eles eram irmãos. Mesmo as zombarias de um pensador
como Luciano (170+) não podem anular isto. Ele não
entende como é possível que aja gente disposta
a sacrifica-se uns pelos outros. Mas ele deve reconhecer que
uma tal atitude é conseqüência da fé
dos cristãos. Pois o legislador deles convenceu os
seus seguidores que todos são irmãos. Um cidadão
romano devia sorrir ante uma tal idéia. Mas aquela
idéia era, com efeito, o fator que andava aumentando
a influência da religião cristã.
Com efeito, ao longo de sua trajetória de quase dois
mil anos, a Igreja sempre se preocupou em socorrer os necessitados
e amenizar os males dos desajustes sociais.
Em meio século de existência, a diocese de Londrina
pode apresentar uma série de obras e iniciativas de
cunho social embasadas na fraternidade cristã.
Desde os primórdios da Paróquia Sagrado Coração
de Jesus, existem os Vicentinos que dão assistência
e apoio às famílias carentes; fundaram e mantém
o Asilo São Vicente de Paulo, em convênio com
as Irmãs Missionárias Claretianas. Com a instalação
da diocese, o primeiro Bispo Dom Geraldo Fernandes, fundou
a Associação das Damas de Caridade reunindo
senhoras da sociedade londrinense para obras de assistência
aos pobres; também deu grande impulso às Conferências
Vicentinas que cresceram significativamente.
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