Revista Arquidiocese 50 anos
enfatizando uma presença cristã mais firme e atuante na sociedade brasileira. Foi um tempo de fermentação de idéias e propostas inovadoras, como foi o caso das CEBs - Comunidades Eclesiais de Base - que concretamente tiveram seqüência nos Grupos de Reflexão e nas Missões Populares, em vigor na atualidade.
No final dessa mesma década, surge a Renovação Carismática Católica (RCC) na Diocese, na qual destacou-se o Sr. Magib Garib. Encarregado por Dom Geraldo Fernandes para acompanhar o Movimento Focolares, o Sr.Garib também se engajou na fundação da Renovação Carismática, na qual permaneceu até o fim de seus dias.
Ao final dessas considerações sobre o protagonismo dos leigos, é de justiça ressaltar a grande contribuição que as mulheres, a exemplo de Maria, vêm prestando às nossas paróquias. Podemos afirmar com certeza, que sem a cooperação delas, as paróquias teriam as suas atividades beneficientes grandemente diminuídas. Isto também é válido para os católicos praticantes em geral, que dão seu testemunho cristão na família e no mundo do trabalho.

 

10. O LEIGO ANTONIO FARIA NETO

Mineiro de São Sebastião do Paraíso, onde nasceu aos 23 de agosto de 1910, “Seo” Faria, como era conhecido, teve uma infância pobre e de muito trabalho, ajudando seus pais, João José de Farias e Maria Idalina da Silveira.
Desde menino, auxiliava a mãe vendendo tudo o que ela fazia: pamonha, biscoito, rosca, pão de queijo, etc. Entretanto, mesmo com esses trabalhos e ajuda na manutenção da família, conseguiu terminar o curso primário.
Quando moço passou a trabalhar no comércio e a seguir empregou-se como vendedor de seguros, profissão na qual permaneceu até aposentar-se.
Em 20 de julho de 1933, em São Sebastião do Paraíso, entrou para a Sociedade Vicentina, da qual nunca se afastou e onde deu um testemunho eficaz de sua fé e solidariedade para com os pobres. Em 1935 constitui família casando-se com Albertina Pimenta Faria e tiveram os seguintes filhos: Maria Ignez Faria Fidelis, João Baptista Faria e José Luiz Faria.
A serviço da Companhia de Seguros, atendia cidades mineiras e paulistas e assim acabou vindo para Londrina, aqui chegando em 19 de julho de 1945. Veio sozinho, mas em março de 46, trouxe a família e por aqui ficou.
Em meio às suas atividades profissionais de vendedor de seguro e cuidado da família, “Seo” Faria foi assíduo e zeloso vicentino, exercendo vários cargos na Sociedade de São Vicente de Paulo. Assim, foi Presidente de Conferência, de Conselho Particular e do Conselho Central, indicado por Dom Geraldo Fernandes.
Aliás, com o primeiro bispo de Londrina teve um estreito relacionamento. Os vicentinos foram os primeiros a visita-lo oficialmente, pouco depois de sua posse na Arquidiocese. Nessa visita, Dom Geraldo estabeleceu a meta de que cada integrante da comitiva que o visitava deveria fundar uma nova conferência

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