Revista Arquidiocese 50 anos
a questionar qual deveria ser o seu caminho. Como resposta ela sente que deve dedicar-se ao serviço dos irmãos, fazendo-se RELIGIOSA E RELIGIOSA MISSIONÁRIA.
Antes de completar vinte e um anos de idade, escreveu à Madre Stefanina Graziano, pedindo que a aceitasse na congregação das Pobres Filhas de Santo Antonio. Porque cada vez de forma mais vibrante e insistente, Jesus a chamava e a fazia ouvir as palavras “NÃO VIM PARA OS JUSTOS, MAS SIM PARA OS PECADORES”. Expressa ainda que queria abraçar o estado religioso unicamente para ser fiel e cumprir a vontade divina... com o único desejo de imolar-se toda inteira e ser exemplar esposa do Crucificado. (Carta de Madre Leônia, no dia 04/05/1935).
Na noite do dia 18 de junho de 1935, em meio às resistências e sofrimentos familiares, em companhia da irmã Agnella deixa a casa paterna com destino a Secondigliano, onde fez as primeiras etapas de formação religiosa: postulantado e noviciado, culminando com a profissão temporária no dia 14 de dezembro de 1936.
Desde os primeiros meses de noviciado, Madre Leônia foi escolhida para auxiliar na formação das futuras religiosas, sendo mestra de postulantes e depois, em Nápoles, mestra de noviças. Praticamente quase todas as irmãs que vieram para a missão brasileira foram formadas e preparadas por ela.
Em Nápoles, a partir de 1937, Madre Leônia aprimorou os seus estudos. Fez o secundário (magistério) e continuou estudando música, mas teve também como função, auxiliar na administração da comunidade, ser mestra das postulantes e depois coordenar a comunidade e trabalhar como mestra de noviças, de 1942 até o ano de 1953, quando então veio ao Brasil, como Delegada das Missões.
Em maio de 1943, emitiu seus votos perpétuos.
Madre Leônia tinha uma vocação missionária muito forte, vocação essa que transmitiu para suas formandas. Por seu empenho, a Congregação das Pobres Filhas de Santo Antonio, abriu uma frente missionária no Brasil em 1952, em Matão e redondezas, no estado de São Paulo. Essa obra missionária, contudo, começou a ser desestimulada pelo novo governo geral da Congregação, eleito em 1953. Tal política, desencadeou uma crise entre a matriz européia e as irmãs que aqui estavam. A solução foi o desligamento da Itália das irmãs que atuavam no campo missionário, o que foi feito com a ajuda de Dom Geraldo Fernandes, que estava começando seu governo na Diocese de Londrina.
Dessa crise surgiu uma nova família religiosa na Igreja, a Congregação das Missionárias de Santo Antonio Maria Claret, fundada por Dom Geraldo Fernandes e por Madre Leônia Milito, em 19 de março de 1958. Londrina foi, assim, a matriz e irradiadora de uma nova família religiosa que se espalhou pelos 5 continentes e hoje conta com aproximadamente 400 irmãs atendendo, preferencialmente, aos pobres mais pobres.
No dia 22 de julho de 1980, devido a um acidente automobilístico, Madre Leônia, que estava preparada para visitar suas filhas da Europa e Austrália, empreendeu seu retorno à casa do Pai.
A Igreja de Londrina, testemunhando suas virtudes e suas obras, reconhecendo sua santidade, deu início, em 19 de março de 1998, ao processo de beatificação da querida madre que doou sua vida a Deus, à Igreja e ao mundo, ensinando-nos a servir “na bondade e na alegria”.
Em 18 de outubro de 2003, encerrou-se a fase diocesana do Processo de Beatificação de Madre Leônia. Hoje se encontra na Congregação para as Causas dos Santos na Santa Sé Roma.
Em março deste ano tiveram inicio as solenidades preparatórias para a celebração do ano jubilar da Congregação, que ocorrerá a 19 de março de 2008.
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