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6. OS RELIGIOSOS EM LONDRINA
Quando em 1957 assumiu a diocese de Londrina, Dom Geraldo
Fernandes sentiu, de imediato, a carência de clero secular
para zelar pelo seu rebanho. O território da diocese
já era atendido, em grande parte, por religiosos de
várias congregações, destacando-se os
Palotinos que eram os pioneiros e também os Xaverianos;
o PIME, os Franciscanos, Scalabrinianos, Josefinos e os Maristas.
Aliás, os padres religiosos que atuavam na diocese
eram o dobro dos seculares, que eram somente onze para vinte
e quatro religiosos.
Sendo também religioso claretiano, Dom Geraldo Fernandes
deu grande abertura às Congregações existentes
e procurou atrair outras, que o ajudassem em seus encargos
pastorais. Embora tivessem seus carismas específicos,
os religiosos que aqui atuavam e os que vieram depois, atendiam
principalmente as paróquias. A única exceção
eram os Maristas, dedicados exclusivamente ao ensino.
Quanto às religiosas, estavam ligadas a nove congregações
que eram: Irmãs de Maria, Filhas da Caridade, Coração
de Maria, Pastorinhas, Franciscanas de Malta, Salesianas,
Missionárias da Imaculada, Palotinas e Ucrainas.
Assim, em 1967, ao completar a diocese dez anos de existência
foi possível perceber o crescimento da presença
e atuação dos religiosos, pois, às cinco
congregações existentes haviam sido acrescentadas
mais oito.
No que diz respeito às religiosas, haviam passado de
nove para dezesseis congregações, com 390 irmãs
distribuídas em 45 casas. Atuavam sobretudo em escolas,
mas também em asilos, creches, hospitais e serviços
paroquiais.
Do final da década de 60 até hoje, os religiosos
continuaram a crescer significativamente, somando-se aos seculares
e aos leigos, na tarefa de expansão do reino de Deus
entre nós. Os arcebispos subseqüentes, seja Dom
Geraldo Majella, seja Dom Albano Cavallin, continuaram a política
de abertura e apoio aos religiosos, iniciada pelo primeiro
bispo.
Londrina e por extensão o Paraná e o Brasil,
devem muito aos religiosos. Assim que, fazemos nossas as palavras
de João Paulo II, dirigidas a eles na sua alocução
em Manaus, em 11 de julho de 1980: Quantos vieram de
suas pátrias na Europa, para nunca mais voltar, quantos
esgotaram rapidamente suas jovens energias, consumidos pela
fadiga ou pelas doenças, quantos encontraram a morte
... e dormem o último sono em qualquer túmulo
sem nome, em um pedaço da imensa floresta? Eu me ajoelho
diante de cada uma dessas sepulturas e, mais ainda, diante
de cada uma dessas figuras de missionários, homens
e mulheres como nós, com defeitos e fraquezas, engrandecidos,
porém, pelo testemunho do dom pleno de si mesmo às
missões.
São nossos precursores, a quem devemos gratidão
e louvor. Hoje estamos colhendo frutos que eles plantaram,
usufruindo grandes benesses.
Atualmente temos o seguinte quadro estatístico da presença
dos religiosos na arquidiocese de Londrina.
Congregações religiosas masculinas
Capuchinhos, Carmelitas Descalços, Claretianos, Filhos
da Sagrada Família Jesus Maria e José, Frades
Menores Missionários, Irmãos Maristas, Jesuítas,
Josefinos de Asti, Josefinos de Murialdo, Missionários
de São Carlos Scalabrinianos, Missionários de
São Francisco de Sales, Ordem de Santo Agostinho, Pequena
Missão para Surdos, Xaverianos e Teatinos.
Sociedades de Vida apostólica e Institutos Seculares
Filhos e Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento
Fraternidade Toca de Assis, Instituto Secular dos Padres de
Schoenstatt, Palotinos, Pontifício Instituto das Missões.
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