Revista Arquidiocese 50 anos

5. O CLERO DIOCESANO E O DIACONATO PERMANENTE

Os padres diocesanos, também conhecidos como seculares, são incardinados numa Diocese e seu superior é o Bispo do lugar. Por sua vez, os religiosos são os que fazem os votos canônicos de pobreza, obediência e castidade e de viver em comunidade. São vinculados à própria congregação ou instituto e não ao Bispo da Diocese.
Quando D. Geraldo Fernandes assumiu a diocese de Londrina em 1957, encontrou a serviço da mesma apenas onze padres seculares. A esses padres foram sendo acrescentados outros, como os malteses, os japoneses, os italianos e os seminaristas maiores da diocese que começaram a ser ordenados, aumentando gradualmente o clero diocesano.
Com a preocupação de ter o seu próprio clero diocesano, D. Geraldo Fernandes construiu e inaugurou o seminário Paulo VI, em 1965. O seminário, depois Instituto Teológico, formou muitos padres do clero diocesano de Londrina e das dioceses de Cornélio Procópio, Apucarana, Itapeva, Campo Mourão, Maringá, Umuarama e Paranavaí, além de seminaristas de várias ordens religiosas. Em 2006, o Instituto formou sua última turma de teólogos, mas sua missão tem continuidade através do curso de teologia da PUC, campus de Londrina, que neste ano do cinqüentenário da diocese estará formando a sua primeira turma. A importância da missão dos padres diocesanos foi muito bem salientada pelo Papa João Paulo II no documento “Pastores Dabo Vobis”, que entre outras considerações, assim se referiu aos sacerdotes seculares: “É necessário que o sacerdote tenha a consciência de que o seu estar numa Igreja particular constitui por natureza um elemento qualificante para viver uma espiritualidade cristã. Nesse sentido, o presbítero encontra, precisamente na sua pertença e dedicação à Igreja particular, uma fonte de significados, de critérios de discernimento e ação, que configuram, quer a sua missão pastoral, quer a sua vida espiritual.
A pertença do sacerdote à Igreja particular e a sua dedicação até ao dom da própria vida pela edificação da Igreja na pessoa de Cristo, Cabeça e Pastor, ao serviço de toda comunidade cristã, em cordial e filial referencia ao Bispo, deve sair reforçada na assunção de qualquer carisma que venha a fazer a parte da existência sacerdotal ou se coloque ao seu lado”.
Atualmente o clero diocesano conta com aproximadamente 50 padres, enquanto que os religiosos mantém 90 padres auxiliando a diocese. Até o presente, a Igreja de Londrina tem sido beneficiada com a ajuda de padres diocesanos e religiosos que aqui aportaram ao longo dos anos. Além dos acima mencionados, tivemos padres vindos da Espanha, da Polônia, de Portugal, do Chile, da Colômbia, do Peru, do Paraguai e da Índia, numa evidente demonstração da missionariedade e riqueza da Igreja.
Juntamente com os padres diocesanos e religiosos, temos os diáconos permanentes. São homens casados, vocacionados para o serviço eclesial mediante a ordenação diaconal, não para o sacerdócio, mas para o ministério, como restabeleceu o Concilio Vaticano II.
No episcopado de Dom Geraldo Majella foi instituído na Arquidiocese o diaconato permanente, com a ordenação do primeiro diácono na pessoa do professor René Orticelli,em 19 de outubro de 1986.
Hoje em dia, a Arquidiocese dispõe de 47 diáconos permanentes, formados pela escola diaconal Santo Estevão, que atuam junto às paróquias ou em serviços diocesanos.

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