abandono da batina e o uso do clergyman (terno
com colarinho). Mas ele mudou, assim como também
a Igreja mudou!
Nascia, então, o novo tempo da participação
dos leigos. Em 1968 começaram os grandes movimentos
dirigidos por leigos. Vinha o Cursilho da Cristandade e
com ele uma série de encontros, grupos, movimentos,
o treinamento de Liderança Cristã (TLC); o
Encontro de Corações; o CVC; Paz, amor e Fraternidade
(PAF) etc. Todos eles dirigidos por leigos. Milhares de
jovens, adultos e casais passaram por estes cursos. Em geral,
saíam entusiasmados, comprometidos. E a Igreja tomou
uma nova feição!
Daí nasceram as novas pastorais. Não adiantava
só converter-se; era preciso tornar-se missionário,
levar a palavra de Deus a todos os setores.
A segunda fase da vida de Dom Geraldo Fernandes, de 1965
a 1982, foi marcada pela participação ativa
dos leigos. O Bispo foi um grande promotor de encontros.
Nunca deixou de comparecer ao encerramento dos cursilhos
e muitas vezes era também seu diretor espiritual,
assim como dos movimentos de casais e jovens.
O Espírito sopra onde quer! A partir dele e dos episcopados
posteriores vieram os movimentos, as pastorais e os vários
ministérios. Vieram os grupos de reflexão,
a escola da fé, grupos de oração, as
CEBs, o movimento carismático, as missões
populares, a universidade dos ministérios, leigos
fazendo curso de teologia, CECCAT.... Esta época
era muito fecunda para a Igreja! E como toda mudança
traz transtornos, acaba por criar reacionários e
revolucionários. Com a Igreja não foi diferente,
resultando na crise pós-conciliar. Era a época
de várias desistências entre os padres e os
religiosos. Falava-se de crise de identidade do clero.
Em nível universal de Igreja, o Papa, que havia sido
declarado pelo Concílio Vaticano I, autoridade infalível
quando se pronunciava ex cathedra em matéria
de fé e moral, agora, além de chamar todos
os bispos para um Concílio Ecumênico (1962-1965),
instituiu o Sínodo dos Bispos. Passou a reunir representantes
das conferências episcopais do mundo inteiro a cada
três anos. Foram ainda celebrados Sínodos específicos
para cada continente. Em nível diocesano, constituíram-se
o Colégio dos Consultores, o Conselho Presbiteral,
o Conselho Econômico e outros conselhos participativos.
Assim, a Igreja deixou seu estilo monárquico
e passou a ser mais participativa e aberta. O mesmo aconteceu
em nível paroquial, onde constituíram-se:
o Conselho Pastoral Paroquial, o Conselho Econômico
e outras organizações.