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Mensagem do Pe. Zezinho: Uma só gota de sangue |
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| Sagrado Coração de Jesus ouvi, mais de uma vez, sobre a teologia por trás deste símbolo: dar de si até a ultima gota. “Se tiver que dar meu sangue, eu dou, mas filho meu não passa fome” é o que dizem certas mães. O próprio ato de amamentar tem este significado. Não há mulher que não o entenda. Num mundo carcomido de individualismo, no qual o “eu” vale quase tudo e o “nós” quase nada, no qual até mesmo igrejas ensinam que fomos feitos para o primeiro lugar, quando Jesus ensinava o contrário (Mc 9, 35), isso de dar-se totalmente é um chamado dificílimo: coisa para santos equilibrados. Os histéricos também fazem isso, mas o fazem sem visão de conjunto. Impera neles o impulso. Em Jesus imperou a vontade. Por isso ele podia dizer que ninguém dispunha da sua vida. Ele dispunha! Dava e retomava a vida que dera. (Jô 10,15-17 ) E a dava pela suas ovelhas. O aprendizado com Jesus supõe discípulo de ontem e de hoje essa disposição de, se preciso, dar o seu sangue pelo reino. Nossos leigos, bispos, sacerdotes e consagradas que arriscaram suas vidas pelos outros entenderam a doutrina do santo pelicano. Cremos que uma só gota de sangue mártir faz a diferença numa sociedade. Não se mataram: foram mortos. Poderiam ter fugido, mas não fugiram. Poderiam ter abrandado o discurso, mas não abrandaram. Sabiam que não eram donos da própria vida. Confrontados não havia como fugir nem queriam isso. Morreriam pelo povo, ali, sem abandoná-lo. Se não pudessem testemunhar Jesus vivos, testemunha-lo-iam mortos. Pios pelicanos com Jesus deram-se até ao último suspiro e à última gota. Honremos nossos mártires. Uma só gota de sangue deles repercute muito mais do que os bandidos que os mataram. Alguém se lembra de Pilatos e de Herodes? E quando se lembra, que tipo de lembrança tem? Onde estão Hitler, Stalin e Pol Pot? Pode até ser que a História seja escrita pelos vencedores, mas nenhum deles viveu o suficiente para assinar em baixo. Na maioria dos casos o que perdurou foram as assinaturas em sangue de quem perdeu naqueles dias. O decreto de Pilatos durou menos de três dias. A ressurreição de Jesus continua desafiando a História. |
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