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Entrevista com o Mons. Bernard
A Catedral é privilegiada pelas bênçãos do Sagrado Coração de Jesus, que a colocou sob o comando de Mons. Bernard. Além de mestre, nosso pároco é o amigo que acolhe, orienta e ensina não só com as palavras, mas principal-mente pelos seus coerentes exemplos de conduta cristã. 
Nesta primeira edição de 2010, apresentamos uma entrevista com um dos personagens mais destacados da história da Igreja de Londrina.
Quais foram as principais realizações pastorais e na estrutura da Paroquia da Catedral durante o ano de 2009
Este ano continuamos o nosso projeto de Grupos Bíblicos de Reflexão. Atualmente temos 29 grupos com a média de 20 pessoas cada. Considerando nossas dificuldades nos prédios, o resultado é muito bom. Ano próximo teremos a Leitura Orante da Bíblia que intensificará nosso estudo bíblico.
Na estrutura física temos duas melhorias importantes e de grande alcance: o novo sis-tema de som de alta qualidade que possibilita a inteligibilidade na Liturgia.
Esta novidade é muito importante, porque se o povo não ouve e nem entende o que está sendo proclamado, então é vão nosso trabalho de evangelização. Outra melhoria importante é o novo projetor e tela de projeção, tudo mais nítido e com sistema `wireless`, sem fio, com controle remoto. Inauguramos também uma nova sala, no fundo do salão, que aumenta locais de reuniões.
E como tem sido as ações da Catedral em relação no Projeto Igrejas-Irmãs?
Nosso maior esforço este ano tem sido em favor do Centro Social e Pastoral Nossa Senhora de Guadalupe, perto do assentamento São Jorge, que está bem adiantado e logo começa a reunir o povo para a Missa Dominical. Este ano investimos nesta obra R$ 150.000,00. Além disso demos contribuições menores para mais 6 comunidades.
Quando eu vim para o Brasil, 48 anos atrás, eu trouxe comigo duas imagens bonitas feitas na Espanha, de 35 cm cada, uma de Nossa Senhora Imaculada Conceição, e a outra do Sagrado Coração de Jesus. E nestes 48 anos eu só trabalhei em duas paróquias: a Imaculada Conceição, e a Catedral do Sagrado Coração de Jesus. A imagem da Imaculada foi emprestada a um amigo que não me devolveu mais; e a do Sagrado Coração de Jesus ainda está comigo. E eu estou ainda Pároco do Sagrado Coração de Jesus.
  
Eu acompanhei Dom Geraldo Fer-nandes no Hospital em São Paulo pelos últimos dez dias de sua vida. O médico o proibiu de descer da cama. Uma tarde ele me surpreendeu: desceu da cama, ajoelhou-se na minha frente e pediu que escutasse sua confissão e lhe desse o perdão! Em seguida pediu a Unção dos Enfermos, e depois celebramos juntos uma Missa, que me parece era a última de sua vida.
Eu tive a felicidade de completar a construção da nossa Catedral, sonho de Dom Geraldo Fernandes.
Quem conheceu a Igreja e suas dependências quando eu vim para a Catedral em 1987, e vê hoje, pode apreciar a contribuição. São obras materiais, mas ficam por centenas de anos futuros. O campanário é um dos marcos indeléveis da cidade londrinense.
Quando eu vim para o Brasil, 48 anos atrás, eu trouxe comigo duas imagens bonitas feitas na Espanha, de 35 cm cada, uma de Nossa Senhora Imaculada Conceição, e a outra do Sagrado Coração de Jesus. E nestes 48 anos eu só trabalhei em duas paróquias: a Imaculada Conceição, e a Catedral do Sagrado Coração de Jesus. A imagem da Imaculada foi emprestada a um amigo que não me devolveu mais; e a do Sagrado Coração de Jesus ainda está comigo. E eu estou ainda Pároco do Sagrado Coração de Jesus.
Eu acompanhei Dom Geraldo Fer-nandes no Hospital em São Paulo pelos últimos dez dias de sua vida. O médico o proibiu de descer da cama. Uma tarde ele me surpreendeu: desceu da cama, ajoelhou-se na minha frente e pediu que escutasse sua confissão e lhe desse o perdão! Em seguida pediu a Unção dos Enfermos, e depois celebramos juntos uma Missa, que me parece era a última de sua vida.
Eu tive a felicidade de completar a construção da nossa Catedral, sonho de Dom Geraldo Fernandes.

Quem conheceu a Igreja e suas dependências quando eu vim para a Catedral em 1987, e vê hoje, pode apreciar a contribuição. São obras materiais, mas ficam por centenas de anos futuros. O campanário é um dos marcos indeléveis da cidade londrinense.
Em 2009 a Paróquia Sagrado Coração de Jesus celebrou os seus 75 anos de criação. Que avaliação o senhor faz desta histórica caminhada?
Nós recebemos um grande patrimônio dos pioneiros com uma boa infraestrutura na parte física como religiosa. Graças a Deus temos muitas pastorais eficientes e muitos leigos preparados e engajados na comunidade. Em geral as Catedrais em várias Dioceses não tem vida pastoral, mas a nossa é bem diferente. A qualidade dos católicos melhorou muito. Com o estudo da Bíblia Sagrada, na Liturgia e nos encontros, os católicos aprofundaram sua fé e se engajam nos serviços de evangelização. A semente lançada cresceu e está dando muito fruto.
Também em 2009 o senhor completou 70 anos de vida. Os seus 22 anos foram comemorados sobre as águas do Oceano Atlântico durante a sua viagem de vinda para o Brasil. Ficaram para trás a família, os amigos e as raízes. O senhor veio movido pela vocação para exercer sua missão no então desconhecido Brasil. Está valendo a pena?
Valeu a pena, sem dúvida. Cada vez mais me convenço de que Deus nos dirige como dirigiu Abraão. Olhando para trás só posso ver o dedo de Deus. Eu, como jovem, tive o sonho de me doar totalmente a Deus e à Igreja onde mais precisa. Experimentei a palavra de Jesus quando diz que quem deixa pai, mãe, irmãos, terra.... por seu nome e pelo Evangelho, receberá cem vezes mais, e com tribulações. Tudo foi maravilhoso, e o sofrimento inerente à vocação é como dores de parto. Só posso louvar a Deus que me segurou pela mão e me conduziu.
Temos inúmeras pastorais, algumas mais atuantes, outras em dificuldade. Como a vida, as pessoas humanas e a história são em contínuo movimento, e tem altas e baixas. Com o Concílio Vaticano II passamos por muitas modificações contínuas, e ainda teremos novidades. Por isso nunca podemos dizer que chegamos no ponto final. Tem muito trabalho a ser feito.
No ano de 2010 temos que organizar melhor a preparação para o Batismo e para o Casamento. A catequese está bem, mas devemos encarar melhor a nossa ação, que não pode ser só sacramentalista, mas uma iniciação à vida cristã. Não se trata de receber sacramentos, mas de ser um cristão de verdade. Estamos empenhando mais os pais dos alunos.
É Ano Novo, portanto novas esperanças, novo entusiasmo, e novo zelo. Devemos esquecer o cansaço, e nos comprometer mais com Deus e a Igreja. As pessoas até aceitam de participar, mas tem medo de assumir liderança e compromisso.
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