Diocese de Londrina: as raízes
Em 1924, os ingleses Lord Lovat, Mister Arthur Thomas e o Dr. Willie Davids visitaram a grande área de terras adquirida na região do Norte do Paraná pela empresa Paraná Plantation Ltd., com sede em Londres, Inglaterra.
A exuberância das matas virgens impressionou os visitantes que começaram a idealizar a viabilização da ocupação daquela grande e promissora área.
Cinco anos depois, no dia 20 de agosto de 1929, partia da cidade de Ourinhos uma caravana composta por 12 homens (o mesmo número dos apóstolos de Jesus) com destino às terras roxas do Norte do Paraná.
Comitiva parte de Ourinhos
O líder da comitiva era o jovem anglo-brasileiro George Craig Smith, então com apenas 20 anos de idade, designado por Mister Thomas, gerente da Cia. de Terras Norte do Paraná de propriedade da Paraná Plantation, para comandar a conquista daquele imenso território.
Entre os integrantes do grupo estavam o engenheiro Dr. Alexandre Rasgulaeff, os pioneiros Alberto Loureiro, Erwin Fröelich, , Geraldo P. Maia, Joaquim Barbosa, Spartaco Bambi e vários trabalhadores braçais, verdadeiros heróis anônimos.
A viagem seguiu até as margens do Rio Tibagi. Como não havia pontes ou balsas, o grupo teve que atravessar o rio remando canoas repletas de materiais de trabalho e mantimentos para cumprir a missão de abrir as entranhas do desconhecido sertão bruto e tomar posse das terras.
A caravana contava com a ajuda de uma tropa de mulas cargueiras que nadando atravessaram o leito do rio Tibagi, trazendo em seus lombos suados parte dos materiais neces-sários para aquela empreitada. Ao chegar a outra margem, prosseguiram mata a dentro numa penosa caminhada. No percurso daquele picadão, havia muita lama, buracos e bichos.
Desbravadores chegam ao destino
A caminhada continuou até o dia seguinte - 21 de agosto - quando, num determinado momento, o engenheiro Dr. Alexandre, consultando os mapas e vendo as marcas que encontrou no caminho falou: "É aqui, chegamos!".
A jornada atingia o seu destino. A parada foi onde hoje é o Marco Zero, monumento aos pioneiros que chegaram em 21 de agosto de 1929. Lá foram construídos dois ranchos de palmito como alojamento. Esse monumento fica junto à pequena reserva de mata nativa que pertenceu a Anderson Clayton (atualmente designada para construção de um teatro).
A vida daqueles pioneiros foi um suplício: pernilongos, abelhas, carrapatos, borrachudos, vários outros insetos e bichos penalizavam o grupo. Isto sem contar os ressabiados índios que viviam na região.
As primeiras tarefas dos desbravadores foram a derrubada das imensas árvores da exuberante floresta para abrir clareiras, a elaboração de levantamentos com o mapeamento dos cursos dos rios e córregos e a abertura de espaços para a construção das estradas primárias que facilitassem o acesso dos compradores de terras que começavam a chegar.

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