Personalidades especiais da história da Igreja de Londrina
A história da Igreja de Londrina é composta por um farto patrimônio de personalidades que se destacaram pelo seu trabalho e santidade. Entre vários nomes, citamos duas pessoas que deixaram como legado um patrimônio de exemplos e dedicação cristã. Através destas citações, a comunidade expressa sua gratidão perene a tantas outras pessoas especiais que ajudaram a sedimentar o sólido alicerce que sustenta a fé católica em nossa região.
Madre Leônia Milito
Nascida na Itália no ano de 1913, Madre Leônia Milito ingressou na vida religiosa em 1935. Como filha amorosa da Igreja e desejosa de anunciar o Evangelho acatou determinação de seus superiores e, em 1954, veio para o Brasil, trabalhando inicialmente no interior do Estado de São Paulo.
O amor à missão e aos pobres, a sua dedicação às vocações, e sobretudo a sua disponibilidade para viver o projeto de Deus, em 19 de março de 1958, juntamente com Dom Geraldo Fernandes, iniciou em Londrina uma nova família religiosa denominada Missionárias de Santo Antonio Maria Claret, que tem como carisma especial o Anúncio do Evangelho e o serviço da caridade.
Sua ação missionária a levou a difundir e implantar a Con-gregação nos cinco continentes e em vários estados brasileiros.
Infelizmente, um fatídico acidente de automóvel na estrada entre Londrina e Cambé a levou para a Casa do Pai em 1980.
Pelos seus incontestáveis e reconhecidos méritos, foi aberto na Arquidiocese de Londrina, em 1968, o processo de canonização de Madre Leônia, uma serva de Deus que consumiu sua vida iluminando e servindo, na bondade e na alegria.
O processo de canonização está fartamente instruído e se encontra em Roma seguindo os trâmites da Igreja. Madre Leônia poderá ser declarada a santa londrinense.

Antonio Faria Netto
Faria Netto nasceu em São Sebastião do Paraíso, Estado de Minas Gerais.
Durante toda a sua vida, foi um incansável apóstolo da caridade. Além de ser um santo vicentino foi também um pai e esposo santo.
Era uma escola de bondade. Fazia o bem para muitos necessitados sem chamar a atenção de ninguém. Poucos perceberam sua passagem, pois sempre esteve ao lado das pessoas sem importância para a sociedade.
Vivendo, doou-se totalmente. Deus lhe colocou no peito um coração grande e na sua caminhada de amor, solidariedade e dedicação deixou marcantes pegadas na vida de Londrina que não se apagarão diante de Jesus.
Casado com D. Albertina Pimenta Fenelon, tiveram três filhos: Maria Ignez Faria, José Luiz Faria e João Baptista Faria.
Antônio Faria Netto chegou a Londrina em 1945. Faleceu no dia 22 de abril de 1994. Por 49 anos se dedicou com amor e desprendimento às famílias assistidas pelos vicentinos e principalmente aos idosos do Asilo São Vicente de Paula. Chegou a construir, nos fundos de sua casa, uma dependência para acolher seus pobrezinhos e os alimentar.
Em reconhecimento pela sua bondade, sensibilidade e méritos foi organizado um movimento em Londrina reivindicando a beatificação de Faria Netto, incluindo seu nome entre os filhos especiais que Deus enviou para a Terra.

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