Paróquia de Londrina: o amor latente do Sagrado Coração de Jesus
Foi criada a Paróquia Sagrado Coração de Jesus com a designação de Pe. Carlos Dietz como Vigário (como eram chamados os atuais párocos), mas ainda não tinha um Templo para sediar as atividades religiosas, por isto, as primeiras Missas regulares foram celebradas improvisadamente na casa paroquial, uma modesta e pequenina construção em madeira localizada na Av. Paraná, esquina com a Rua Prof. João Cândido, onde hoje é o calçadão e sede da agência do Banco Real.
Para levantar a Igreja, a comunidade arregaçou as mangas e partiu para a luta diante daquele primeiro e grande desafio. O principal material de construção utilizado era as fartas madeiras extraídas das matas locais.
A nova Paróquia dividia a área de ação da Paróquia de Sertanópolis que cobria uma extensa região.
Entretanto, o Vigário Pe. Jonas (Sertanópolis), por ser uma persona-lidade muito popular e querida pela população, foi convidado por políticos para se candidatar a prefeito daquela cidade. Ele aceitou o convite e venceu as eleições. Essa situação - já naqueles tempos - contrariava o Direito Canônico e o Bispo o dispensou da função sacerdotal, anexando à recém-criada Paróquia Sagrado Coração de Jesus toda a estrutura da Igreja que estava sob jurisdição da Matriz de Sertanópolis.
Aquela situação imprevista repre-sentou uma pesada carga de atribuições à Paróquia de Londrina que lutava contra suas próprias dificuldades inerentes a um processo de implantação, criando e organizando sua estrutura, além da construção da Igreja.Portanto, ainda no berço de sua natalidade, a Paróquia Sagrado Coração de Jesus, hoje Catedral Metropolitana, começava a viver sua predestinação de ser uma grande comunidade em todos os sentidos. Recebia a responsabilidade de dar assistência a nada menos que 54 localidades espalhadas em um território com cerca de 40.000 quilômetros quadrados, com estradas precárias e reduzidíssimos recursos.
Aquela área equivalia ao tamanho da Suíça ou a metade de Portugal.

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