Papa Bento XVI beatifica mártires brasileiros
No último mês de outubro, o Papa Bento XVI beatificou a catarinense Albertina Berkenbrok, de Tubarão, SC.
Morta de forma trágica em 1931, aos 12 anos, a menina ganhou fama de milagreira. Filha de agricultores, Albertina estava no meio do mato à procura de um boi quando foi atacada por um empregado da família. A menina resistiu a uma tentativa de estupro e morreu degolada por um punhal.
Segundo religiosos da região, um ano depois da sua morte as pessoas iam ao local em que ela morreu para rezar. Numa dessas vezes, um colega de Albertina, que era paralítico, voltou a andar. O caso se espalhou pela região.
Do Estado do Rio Grande do Sul, foram beatificados o padre Manuel González, nascido na Espanha, e o coroinha Adílio Daronch.
Pe. Manuel trabalhou na Diocese de Santa Maria e era reconhecido como apóstolo zeloso e defensor dos pobres.
Os dois morreram no dia 21 de maio de 1924 na cidade de Três Passos (RS) numa emboscada de um grupo de fanáticos anticlericais.
De acordo com relatos, depois de rezar uma missa, bandidos atacaram os viajantes.. Eles foram amarrados a uma árvore, torturados e mortos a tiros. A árvore em que foram amarrados virou relíquia no santuário, onde os dois estão enterrados.
Milhares de peregrinos visitam, todos os anos, a cidade de Nonoai, onde foi construído um santuário. Para os fiéis, a água da fonte ao lado da igreja, também ganha poderes milagrosos.
Em dezembro, a freira Lindalva de Oliveira, também receberá o título de beata.

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