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Ensinamentos
de Dom Orlando Semana Nacional da Família
De 10 a 16 de agosto deste ano (2008) vamos celebrar a Semana Nacional
da Família. Trata-se de um evento que já entrou em nossas
agendas, nossa história, nossa vida eclesial. Deus seja bendito
por mais esta maravilha. A família é eixo transversal da
ação evangelizadora e a vida é uma prioridade na
Conferência de Aparecida.
A Pastoral Familiar e a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida
e a Família convidam e até convocam todas as forças
da Igreja para a preparação, realização e
avaliação da próxima Semana Nacional da Família
cujo lema é: "Escolhe pois a vida" (Dt 30, 19) em consonância
com a Campanha da Fraternidade deste ano e em tempo de recepção
do Documento de Aparecida.
Tomo a liberdade de oferecer algumas sugestões para uma possível
celebração do evento.
1. Fazer um mutirão de visitação das famílias,
principalmente aos casais que vivem em segunda união.
2. Realizar palestras nas paróquias, comunidades, escolas, empresas
etc.
3. Visitar escolas levando uma pequena mensagem e anunciando valores.
Propor um encontro de pais, alunos e professores.
4. Propor às escolas católicas que realizem eventos, estudos,
teatros, maratonas sobre a família.
5. Proporcionar reuniões, encontros onde se pode ver e discutir
algum DVD, filme, etc. sobre a família.
6. Realizar uma "Caminhada pela vida e pela paz" em continuidade
com a Campanha da Fraternidade sobre a vida.
7. Visitar maternidades, creches, lares de idosos, instituições
familiares que vivem a realidade familiar de modo mais concreto.
8. Divulgar o 12º Congresso Nacional da Família que acontecerá
nos dias 5-7 de setembro no Rio de janeiro com o tema: "Família
berço da vida e de vocações".
9. Realizar um encontro para casais em articulação com os
movimentos de casais e outros movimentos.
10. Divulgar ao máximo o valor da vida e da família e incentivar
os grupos de reflexão, que são grupos de famílias.
As dioceses que ainda não implantaram a pastoral familiar poderiam
iniciar esta tarefa com a celebração da Semana da Família
criando a "comissão da família e da vida" que
se compõem de um assistente eclesiástico (padre, diácono,
religioso ou leigo), um casal coordenador e representantes de Movimentos
de casais e de Instituições Familiares.
Recordo que o projeto de lei a favor do aborto de "fetos anenfacélicos",
fetos com defeitos no cérebro, está de novo em pauta de
votação. Outro projeto de lei (n. 2285/2007) sobre o Estatuto
da família que propõe a legalização de todo
tipo de "entidades familiares" ou uniões de fato como:
casamento de homossexuais, união sem o pai ou sem a mãe
(monoparental), segunda união, etc. também vai ser votado.
O projeto do "parto anônimo" segundo o qual a mãe
doa seu filho aos cuidados de terceiros está em discussão.
A liberação da "pílula do dia seguinte"
que é abortiva, é defendida por médicos e poderes
públicos. O uso de embriões para pesquisa liberado recentemente
pelo Supremo Tribunal Federal abriu caminhos para facilitação
do aborto num futuro próximo. Recordo que tramitam no Congresso
Nacional 40 projetos que atacam a vida e a família, entre eles
o da "homofobia" que confere poderes e privilégios aos
homossexuais.
Diante de tudo isso, não vale a pena nem a lamentação,
muito menos a omissão. O melhor caminho é a ação
junto a parlamentares, médicos, professores e principalmente criar,
manter e revigorar uma Pastoral Familiar "intensa e vigorosa"
(Bento XVI) porque esta pastoral é um dos "eixos transversais
de toda a ação evangelizadora" dizem as nossas novas
Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil
(n.128). É hora da vida, hora da família e fim da omissão.
Seja abatido o muro da omissão, do medo, da apatia.
Em nome da Pastoral Familiar faço aqui um apelo aos irmãos
bispos no sentido de indicarem um padre, ou um diácono ou um leigo
como "assistente eclesiástico" da Pastoral Familiar e
que nenhum pároco impeça que a Vida e a Família tenham
espaço e organização pastoral nas paróquias.
Somos agora convocados a ser "discípulos missionários
para que em Jesus, Caminho, Verdade e Vida, nossos povos tenham vida".
Depois da Conferência de Aparecida não podemos mais nos omitir
e muito menos impedir a implantação da Pastoral Familiar
e da Vida.

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