Jornada Mundial da Juventude
Londrina acom-panha com apreensão o desenrolar dos fatos que podem determinar o encerramento de um bem sucedido serviço de apoio social, nas-cido sob as bênçãos de Deus em 1 de julho de 1966, e abrigado na Casa do Sagrado Coração de Jesus, a nossa Catedral.
Ao longo de 42 anos, cerca de 5 mil jovens carentes já passaram pela Liga dos Engraxates Mirins de Londrina. Lá encontraram atenção, carinho, apoio social, formação profissional e religiosa, sempre assistidos por abnegados colaboradores voluntários com a ajuda da Catedral (que cede o espaço e paga os serviços de uma cozinheira contratada) e alguns benfeitores que ao longo dos anos suprimem a insensibilidade de sucessivos governantes que, além de não ajudar, parecem ignorar os benefícios sociais que a instituição oferece aos adolescentes, muitos deles expostos aos riscos de contaminação pela marginalidade e as drogas. Todos os assistidos foram e são preparados para o exercício pleno da cidadania e para ajudar a construir esta Nação através do trabalho honesto.
Várias pessoas que passaram pela Liga hoje exercem profissões nas áreas do comercio, da indústria ou como profissionais liberais e até políticos.
Há alguns anos, os responsáveis pela instituição lutam na justiça para a manutenção desse serviço que não é aceito pelo Tribunal Regional do Trabalho. Na tentativa de manter esse trabalho, Mons. Bernard já chegou a participar de uma audiência na Câmara Municipal de Londrina.
A atividade, que tem a duração de 4 horas diárias, é considerada como prejudicial à formação dos adolescentes que recebem acompanhamento diário nos estudos, café da manhã, almoço, uniforme e orientações através de um programa de palestras e cursos profissionalizantes.
Fica o questionamento: As leis existem para proteger os cidadãos e obriga o governo a dar educação, saúde, assistência social a quem necessita. Ele tem cumprido a sua parte com a eficiência necessária?
Com a proibição das atividades dos adolescentes através da Liga dos Engraxates, quem fica responsável pelo apoio a esses menores para que eles não caiam nas malhas da marginalidade?

 

 

 

 

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