Nossa Gente:Alice e Waldemar de Moura

Os 52 anos de casamento não inibem os paulistas Alice e Waldemar diante dos desafios de se colocarem com alegria e disponibilidade a serviço do Senhor através do engajamento pastoral na Catedral.
Seus 4 filhos lhes proporcionam desfrutar do privilégio de aninhar em seus corações os 11 netos e 2 bisnetos, um belo retrato de uma familia que tem Cristo como elo importante.
Alice tem uma história de vida iniciada ainda criança, quando já participava das atividades na Igreja rezando o terço ou colaborando na organização das festas católicas em Paróquias de Marialva e Maringá. Waldemar também desde a sua infância participava das atividades da Igreja.
No início da vida de casados, Alice e Waldemar integravam grupos de oração reunindo-se regularmente para rezar o terço e novenas nos sítios e fazendas na região em que residiam.
Quando a família se mudou para Londrina, foi morar no Jardim Leonor, e logo se aproximou da comunidade que então se formava, engajando-se como verdadeiros soldados na “guerra” para levantar recursos destinados à cons-trução da Igreja São José Operário.
Alice participou de um grupo de senhoras que, orientadas por religiosas, se dedicava à evangelização da antiga Vila do Grilo, hoje, Vila da Fraternidade.
O casal fez o Cursilho da Cristandade e o PAF. Há 10 anos, através do ECC, passou a visualizar um novo horizonte e suas vidas tomaram um rumo diferente, mais amplo. Um novo colorido alicerçado pelo aprofundamento nos ensinamentos das Escrituras mostrou-lhes como é gratificante assumir novas responsabili-dades comunitárias.
As tarefas exercidas com dedicação no Projeto Missões Populares também trouxeram muitas alegrias para Alice e Waldemar. Sentiram-se revigorados na fé e colocaram-se à disposição do Senhor através da Pastoral da Acolhida onde demonstram contagiante alegria em transmitir o amor do Pai aos irmãos que participam das celebrações na Catedral.
Após mais de meio século de casamento, o testemunho e a disposição do casal são alimentados pelo sentimento de gratidão a Deus pelas incontáveis graças que reconhece receber diariamente, em especial quando a família passou por um penoso revés, perdendo praticamente todos os bens materiais. A confiança no amor de Deus e a perseverança lhes propiciaram reconquistar os bens perdidos e a graça de ver seus filhos encaminhados com êxito em suas vidas profissionais.
Ao avaliarem as trilhas de sua caminhada pela vida, Alice e Waldemar identificam no ensinamento de São João (15,4) uma mensagem que lhes toca o coração de forma especial: “Perma-necei em mim e Eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira. Assim, também vós: não podeis tampouco dar fruto se não perma-necerdes em Mim.”

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