Reflexão: O sacerdócio do pai
Quem pretende ser chamado de pai só porque deu um filho ao mundo,
engana-se a si mesmo. Pai é aquele que vive pelo filho, sente e
ama juntamente com o filho, transmitindo-lhe as próprias inclinações,
as próprias virtudes e os próprios sentimentos. O pai é
um verdadeiro sacerdote na família: apresenta cada dia a Deus o
holocausto do suor de sua fronte gerado pelo duro trabalho exercido para
a manutenção da família.
A agitação e a correria imposta pela vida moderna privam
o pai de uma convivência mais intensa dentro do lar. Os compromissos
e as responsabilidades profissionais geram dificuldades para que ele se
mantenha como centro da família. Sua atuação sacerdotal
é prejudicada e as conseqüências são, por vezes,
desastrosas. Muitos filhos vêem no pai apenas uma autoridade austera
ou um simples fornecedor de subsídios para a manutenção
da família.
Se o pai é por natureza sacerdote em seu lar, cabe-lhe antes de
tudo amar e prover a educação de seus filhos, precedê-los
com o exemplo, receber suas confidências, orientá-los para
a vida. Quando pai reza em nome da família, ajoelhado no meio dos
filhos, torna-se poderoso junto ao trono de Deus.
Quantos homens de gênio há que não “têm tempo
para serem pais...” A tais homens levanta-se monumentos de pedra e bronze
para perpetuar-lhes a memória através das gerações,
mas os verdadeiros pais não necessitam de tais monumentos para
serem rememorados: eles continuam a viver e reverenciados através
de seus filhos e netos.
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